Ícone do site Contabilidade Digital | Tactus

Nichos que vendem o ano todo: quais são e como escolher

Imagem mostra mulher sorrindo com cartão de crédito na mão, para simbolizar os nichos que vendem o ano todo

Escolher um dos nichos que vendem o ano todo parece óbvio, mas a maioria dos empreendedores só percebe que errou depois. 

Monta o negócio, investe em estoque e divulgação, vai bem nos primeiros meses e de repente o movimento some. 

Segmentos que dependem de datas comemorativas, estações do ano ou tendências passageiras concentram o faturamento em poucos meses. 

Segmentos com demanda todo mês, independente do calendário, sustentam o negócio ao longo de todo o ano.

Os segmentos abaixo têm demanda constante, resistem a crises e sazonalidades, e são mercados onde dá para entrar e crescer com consistência.

Quais são os nichos que vendem o ano todo?

Antes de entrar nos segmentos, vale entender o critério que os une: todos eles resolvem uma necessidade que as pessoas têm independente do mês. 

São compras que acontecem porque a vida exige, independente do que está na vitrine ou no calendário.

Saúde, emagrecimento e fitness

A busca por emagrecer, se cuidar e ter mais disposição não tem época. 

Janeiro concentra o pico de intenção, mas os outros meses não zeram. 

Suplementos, programas de treino, equipamentos para casa, alimentação e bem-estar são categorias que movimentam bilhões o ano inteiro porque o desejo de viver melhor não tem data de validade.

Outro fator que sustenta esse nicho é a fidelização: quem compra suplemento volta para comprar de novo.

Quem assina um programa de treino renova. A reposição é embutida no modelo.

Beleza, skincare e autocuidado

Hidratante, protetor solar, sérum, shampoo, condicionador, esfoliante. 

Esses produtos fazem parte da rotina diária de milhões de brasileiros e rotina não tem sazonalidade. 

A indústria de beleza é uma das que mais crescem no e-commerce justamente porque combina dois elementos poderosos: reposição frequente e público com alto engajamento.

Mercado pet

O tutor de animal de estimação não corta gastos com o bichinho. Nem em crise, nem em recessão, nem em eleição.

 Ração, petisco, higiene, saúde preventiva, acessórios: são compras recorrentes que acontecem porque o animal precisa, simples assim. 

O Brasil é um dos maiores mercados pet do mundo, e o setor cresceu mesmo nos períodos mais difíceis da economia nos últimos anos.

A característica mais interessante desse nicho para o empreendedor é a fidelidade do cliente. 

Quem encontra uma ração que o pet aceita bem continua comprando aquela marca. Quem encontra uma loja de confiança volta sempre.

Alimentação saudável e natural

Hábito alimentar é rotineiro por definição. Quem adota uma alimentação natural, low carb, vegana ou sem ultraprocessados não abandona esse estilo de vida entre os meses. 

A compra acontece toda semana, às vezes mais de uma vez por semana.

Alimentação saudável já deixou de ser tendência e virou estilo de vida para uma parcela crescente da população. 

A demanda é estrutural e cresce mês a mês.

Produtos para bebês e crianças pequenas

O bebê não espera o Natal para crescer. 

Fraldas, roupas, alimentação, produtos de higiene: são compras obrigatórias e recorrentes que acontecem porque a criança está crescendo todo dia. 

O envolvimento emocional dos pais com esse tipo de compra é altíssimo, o que reduz a sensibilidade ao preço nas categorias essenciais.

Além disso, cada filho é um novo ciclo de consumo. Famílias com mais de um filho repetem o processo inteiro. 

E o mercado de segunda mão infantil também movimenta esse ecossistema, criando oportunidades em diferentes modelos de negócio.

Educação e cursos online

A vontade de aprender, mudar de carreira ou ganhar uma nova habilidade não tem época do ano. 

O gatilho de compra é pessoal e pode acontecer em qualquer mês: uma demissão, uma promoção que não veio, uma insatisfação com a rotina atual.

Infoprodutos nesse segmento têm margem alta, custo de reposição zero e escalabilidade real. 

E o mercado ainda está longe de saturar no Brasil, especialmente em sub-nichos específicos fora dos grandes temas como marketing e tecnologia.

Produtos de higiene pessoal e limpeza

Sabonete, pasta de dente, desodorante, detergente, produto de limpeza. São consumíveis de reposição obrigatória. 

O ticket médio é mais baixo, mas a frequência de compra é alta e a fidelização acontece naturalmente. 

Em modelos de assinatura ou kit mensal, esse nicho gera previsibilidade de receita desde os primeiros meses.

Por que esses nichos não param de vender mesmo em crise?

Existe uma lógica comum entre todos os segmentos listados acima: eles atendem necessidades que as pessoas têm independente do momento econômico.

Quando a renda cai ou a economia aperta, o consumidor corta o supérfluo primeiro. Viagem, roupa nova, restaurante, eletrônico caro. 

Mas ração do cachorro? Fralda do bebê? Higiene pessoal? Esses itens ficam no orçamento mesmo quando tudo está difícil. 

Em alguns casos, a crise até amplia a demanda, porque as pessoas passam a comprar mais online para economizar no deslocamento.

Quais nichos parecem vender o ano todo mas têm armadilha escondida?

Nem todo nicho de alto volume é um nicho de demanda constante. 

Alguns segmentos parecem movimentados o ano inteiro quando você olha o faturamento anual, mas escondem uma concentração perigosa em poucos meses.

Como validar se um nicho tem demanda constante antes de investir?

Antes de investir tempo e dinheiro em qualquer segmento, vale checar se a demanda é realmente distribuída ao longo do ano ou se está concentrada em alguns meses.

Como escolher o produto certo dentro de um nicho que vende o ano todo?

O nicho define o mercado. O produto define se o negócio vai ter recorrência real ou se vai depender de conquistar clientes novos o tempo inteiro.

Como entrar em um nicho que todo mundo já está vendendo?

Um dos maiores erros de quem está pesquisando nichos para empreender é confundir mercado concorrido com mercado sem espaço. 

São coisas diferentes.

Se um nicho tem muita concorrência, é porque tem muita demanda. 

Mercado sem demanda não sustenta concorrência. O que parece ameaça é, na verdade, uma validação de que o dinheiro está circulando naquele segmento.

O desafio não é entrar num mercado sem concorrente. 

O desafio é encontrar um ângulo específico dentro do mercado grande onde você consegue ser mais relevante do que os players genéricos.

É o que o mercado chama de micro-nicho: um recorte específico dentro de um segmento amplo.

Em vez de vender suplementos para todo mundo, você vende suplementos para mulheres acima de 40 que querem manter massa muscular na menopausa. 

Em vez de vender produtos pet para qualquer animal, você foca em alimentação natural para cães de raças grandes. 

Em vez de vender cursos de inglês, você vende inglês para profissionais de saúde que precisam ler artigos científicos.

Quanto mais específico o recorte, menor a concorrência direta e maior a conexão com o público. O cliente que sente que aquele produto foi feito para ele converte mais, paga mais e indica mais.

Qual nicho tem menos concorrência para quem está começando do zero?

Não existe nicho sem concorrência. O que existe são recortes dentro de nichos maiores onde a disputa é menor porque poucos empreendedores tiveram o trabalho de ser específicos.

De forma geral, os segmentos com mais espaço para quem está começando sem estrutura grande são aqueles onde o ticket médio mais alto afasta os vendedores que precisam de volume para fechar conta. 

Um produto de R$ 30 no marketplace compete com dezenas de fornecedores que podem trabalhar com margem mínima. 

Um produto de R$ 200 ou R$ 300, mesmo dentro do mesmo nicho, tem menos concorrentes ativos porque exige mais posicionamento, mais conteúdo e mais relacionamento com o cliente.

Outra frente com espaço real é a de serviço ou infoproduto dentro de nichos físicos.

Enquanto muitos empreendedores disputam a venda do produto em si, poucos oferecem o conhecimento ao redor dele. 

Dá para começar a vender em um nicho estável sem ter estoque?

Sim, e existem três modelos que funcionam bem para isso dependendo do segmento escolhido.

Dropshipping

Permite vender produtos físicos sem manter estoque próprio. O pedido vai direto do fornecedor para o cliente, com baixo investimento inicial para quem está começando.

A desvantagem é a margem menor e a dependência da entrega e qualidade do fornecedor.

Dentro dos nichos que vendem o ano todo, esse modelo funciona bem em beleza, higiene e produtos pet, desde que você encontre um fornecedor nacional confiável.

Infoproduto

Elimina a logística completamente. Você cria o produto uma vez e vende quantas vezes quiser: e-book, curso online, planilha, consultoria em grupo, mentoria. 

Há espaço para infoproduto em saúde e fitness, alimentação saudável, cuidados com bebê e educação em geral.

Prestação de serviço digital

Criação de conteúdo, gestão de redes sociais, consultoria, coaching. Você monetiza o conhecimento sobre o nicho sem precisar de produto.

Escala mais devagar porque o tempo do empreendedor é o recurso principal, mas é o modelo com menor barreira de entrada dos três.

Como saber se tem demanda para o nicho que você escolheu na sua cidade?

No Google Trends, além de olhar o comportamento ao longo do tempo, você consegue filtrar os resultados por estado ou região. 

Isso ajuda a entender se o interesse pelo segmento é nacional ou se está concentrado em determinadas partes do país.

Para demanda local, o Google Maps é uma ferramenta subestimada. 

Pesquise os concorrentes na sua cidade ou bairro e observe: quantas avaliações eles têm? As avaliações são recentes? O negócio está ativo? 

Um concorrente com centenas de avaliações distribuídas ao longo dos últimos dois anos confirma que a demanda local existe e sustenta operação.

Grupos de Facebook e WhatsApp locais também revelam comportamento de compra regional.

Se as pessoas da sua cidade estão pedindo indicação, reclamando de produto ou discutindo assuntos relacionados ao nicho que você quer entrar, a demanda está lá.

Por fim, conversar diretamente com potenciais clientes antes de investir é o teste mais confiável de todos. 

Uma pesquisa simples com dez pessoas do seu perfil de cliente ideal entrega mais clareza do que qualquer dado agregado.

Precisa de CNPJ para começar a vender em um nicho que vende o ano todo?

Sim. Operar sem CNPJ cria limitações que aparecem cedo: você não consegue emitir nota fiscal de forma regular, paga mais imposto como pessoa física e perde acesso a condições comerciais melhores com fornecedores.

O MEI resolve bem a fase inicial para faturamento de até R$ 81 mil por ano. 

Mas quando o negócio cresce, é necessário ter um CNPJ pelo modelo tradicional. 

Em nichos de volume alto com ticket baixo, essa diferença pode ser a linha entre um negócio lucrativo e um que gira muito sem sobrar nada.

A Tactus pode te ajudar a abrir a empresa certa para o seu nicho e garantir que você pague apenas o imposto necessário desde o primeiro dia. 

Entre em contato e fale com um dos nossos especialistas.

Sair da versão mobile