Seu faturamento está batendo o teto do MEI e você quer saber quanto custa migrar MEI para ME?
Vamos ajudar você a entender os cenários quando isso acontece e quais os custos envolvidos normalmente neste tipo de operação.
Migrar MEI para ME tem custo de abertura ou taxa inicial?
Não existe uma taxa padrão chamada “custo de migração do MEI para ME”.
O que muita gente confunde é o custo mensal depois da mudança com um custo de abertura.
De modo geral, o que pode existir são taxas pontuais, que variam conforme a situação da empresa e o município.
Em alguns casos, há custo de alteração cadastral, licenças ou ajustes na prefeitura. Em outros, a transição acontece sem nenhuma taxa relevante nesse momento inicial.
O ponto central é que o impacto financeiro real começa depois da migração, quando você passa a lidar com imposto variável, contabilidade e INSS, dentre outros custos.
Quanto custa o processo de sair do MEI e virar ME?
O processo de sair do MEI e virar microempresa costuma ter um custo inicial único, que na maioria dos casos fica entre R$ 500 e R$ 1.500.
Essa faixa cobre o que normalmente é necessário para estruturar a empresa na nova faseo. Dentro desse valor, geralmente entram:
- A regularização feita pela contabilidade, incluindo a comunicação de saída do MEI, ajuste do enquadramento no Simples Nacional e organização inicial da empresa.
- O certificado digital da empresa, usado para acessar sistemas e cumprir obrigações, que é um custo anual e não mensal.
- Taxas administrativas pontuais, como registro ou ajuste cadastral, quando exigidas pelo estado ou município.
Em muitos casos, principalmente quando a empresa já está organizada e a atividade é simples, esse custo fica mais perto da parte baixa da faixa.
Situações mais específicas podem puxar um pouco para cima, mas ainda dentro desse intervalo.
Esse valor não se repete todos os meses. Ele serve para ajustar a empresa para operar como microempresa.
Depois disso, o que passa a existir é o custo mensal normal da ME.
Leia mais: Como funciona a migração de MEI para ME
Quanto eu vou gastar por mês quando sair do MEI?
Ao sair do MEI, o custo mensal deixa de ficar na faixa de R$ 70 a R$ 80 e passa, na prática, para algo entre R$ 400 e R$ 800 por mês, considerando uma empresa pequena, próxima do limite do MEI e sem estrutura complexa.
Esse valor já considera três despesas que passam a fazer parte da rotina depois da migração: imposto calculado sobre o faturamento no Simples Nacional, contabilidade mensal e INSS sobre o pró-labore.
O que muda quando eu deixo de ser MEI e viro ME?
Quando você sai do MEI, a empresa passa a operar com outra estrutura.
Algumas mudanças passam a fazer parte da rotina e precisam ser consideradas juntas, porque afetam diretamente o custo mensal e a forma de organização do negócio.
As principais mudanças são:
- O imposto deixa de ser fixo e passa a ser calculado como percentual sobre o faturamento.
- A contabilidade passa a ser obrigatória, com apuração e entrega de obrigações todos os meses.
- A emissão de nota fiscal passa a ser regra em todas as vendas.
- O INSS deixa de estar embutido no DAS e passa a ser pago separadamente.
- O controle financeiro precisa ser mais próximo, já que o custo mensal deixa de ser previsível.
Depois que viro ME, preciso emitir nota fiscal em todas as vendas?
Sim. Ao sair do MEI, a emissão de nota fiscal passa a ser obrigatória em todas as operações ligadas ao faturamento.
Isso inclui vendas para pessoa física, vendas para empresa e qualquer movimentação que gere receita.
Quando essa parte não é bem ajustada logo na migração, os erros começam a se acumular e acabam gerando problemas mais adiante, principalmente em fiscalização e cruzamento de informações.
Leia mais: Como emitir nota fiscal como MEI
Sou obrigado a ter contador depois que saio do MEI?
Sim. Quando você sai do MEI, a contabilidade passa a ser obrigatória.
Isso acontece porque a empresa deixa de pagar um valor fixo e passa a ter imposto variável, prazos mensais e obrigações que precisam ser calculadas corretamente.
A partir desse ponto, não existe mais aquela lógica simples de uma guia única.
O contador passa a cuidar do cálculo dos impostos, da entrega das obrigações e da regularidade da empresa.
Quanto vou pagar de imposto depois que sair do MEI?
Depois do MEI, o imposto passa a ser um percentual sobre o faturamento dentro do Simples Nacional. Esse percentual varia conforme a atividade da empresa.
Negócios de comércio costumam começar pagando algo em torno de 4% sobre o faturamento.
Negócios de serviço normalmente começam em torno de 6%. Esse percentual pode aumentar conforme o faturamento cresce ao longo do tempo.
Ou seja, quanto mais a empresa fatura, maior será o valor do imposto no mês. O imposto deixa de ser fixo e passa a acompanhar o tamanho real do negócio.
Vou precisar pagar INSS separado depois que sair do MEI?
Vai. Ao sair do MEI, o INSS deixa de vir embutido em uma única guia.
A empresa passa a definir um valor mensal que você retira pelo trabalho que exerce no negócio. Esse valor funciona como um salário do dono da empresa.
Sobre ele, é feito o pagamento do INSS todos os meses.
Esse custo entra na rotina mensal da microempresa e precisa ser considerado junto com imposto e contabilidade, porque passa a sair do caixa com frequência.
O que acontece se eu ultrapassar o limite do MEI e não fizer nada?
Quando você ultrapassa o limite do MEI e continua operando normalmente, o problema não aparece no mesmo mês.
Ele costuma surgir depois, quando ocorre o cruzamento de informações e fica claro que a empresa já não poderia mais estar nesse enquadramento.
Nesse cenário, podem surgir cobranças de imposto retroativo, além de multas e ajustes referentes aos meses em que o MEI foi usado fora da regra.
O custo final costuma ser maior do que seria em uma migração feita no momento certo, justamente porque entra correção e regularização de períodos passados.
Por isso, acompanhar o faturamento de perto e agir antes de estourar o limite costuma ser a escolha mais econômica.
Posso continuar como MEI usando outro CNPJ ou dividindo faturamento?
Essa alternativa costuma ser analisada quando o custo da microempresa assusta.
Abrir MEI em nome de terceiro ou dividir faturamento pode até parecer uma solução temporária, mas não sustenta uma operação regular.
Essas práticas geram risco principalmente quando há emissão frequente de nota fiscal e movimentação bancária recorrente.
Manter o negócio em um enquadramento compatível com a realidade do faturamento costuma ser mais simples e menos custoso ao longo do tempo.
Como me preparar para sair do MEI sem comprometer o caixa?
A preparação começa entendendo quanto você vai passar a gastar por mês depois da migração.
Ter clareza sobre imposto, contabilidade e INSS ajuda a ajustar preço, margem e volume de vendas antes da mudança.
Outro ponto importante é organizar desde cedo a emissão de notas fiscais e o controle financeiro.
Quanto mais clara estiver a movimentação da empresa, mais fácil fica acompanhar o impacto do novo custo mensal no dia a dia.
Sair do MEI com planejamento permite que a empresa continue crescendo sem que o aumento de custo vire um problema inesperado.
O que eu preciso fazer para sair do MEI e virar ME?
Sair do MEI não acontece sozinho. É necessário comunicar o desenquadramento para que a empresa passe a operar como microempresa.
Essa comunicação define a partir de quando o MEI deixa de existir e quando a empresa passa a seguir as regras do Simples Nacional como ME.
A data dessa mudança é importante porque influencia imposto, obrigações e, em alguns casos, retroatividade.
Em quais casos a saída do MEI vira cobrança retroativa?
A cobrança retroativa não acontece em toda saída do MEI. Ela depende do motivo e do momento em que o limite foi ultrapassado.
Quando o faturamento estoura o limite permitido e a empresa continua operando como MEI, pode haver recalculo de imposto de meses anteriores, com cobrança da diferença que deveria ter sido paga como microempresa.
Esse é o cenário que costuma gerar susto, porque o custo aparece acumulado.
Por isso, acompanhar o faturamento mês a mês e agir antes de ultrapassar o limite costuma evitar esse tipo de situação e mantém o custo sob controle.
Vale mais a pena migrar o MEI ou abrir uma nova empresa?
Na maioria dos casos, migrar o MEI é o caminho mais simples. O CNPJ continua o mesmo, o histórico é mantido e a empresa segue operando com menos ajustes.
Abrir uma nova empresa pode fazer sentido em situações específicas, como mudança completa de atividade, reorganização societária ou estratégia operacional diferente.
Fora isso, costuma gerar mais custo e mais trabalho sem necessidade.
Como a Tactus ajuda você nessa transição de MEI para ME
A Tactus atua exatamente no momento em que o MEI deixa de fazer sentido.
O trabalho começa entendendo como o seu negócio funciona hoje, qual é o faturamento, qual atividade você exerce e qual enquadramento faz mais sentido a partir da migração.
Com isso, é possível projetar o custo mensal, orientar sobre imposto, estruturar a contabilidade e organizar a empresa para operar como microempresa com previsibilidade.
Se você está perto do limite do MEI ou já sabe que vai precisar migrar, entre em contato com nossa equipe e solicite uma reunião de diagnóstico.