O Simples Nacional para médicos é o regime que a maior parte dos profissionais usa para faturar por CNPJ e reduzir a carga de imposto.
Dentro desse regime, a forma como a sua empresa é estruturada define se a alíquota parte de um patamar mais alto ou mais baixo, uma diferença que pode reduzir o imposto à metade.
É comum o médico abrir a empresa sem esse ajuste e recolher o dobro por meses, até alguém refazer a conta.
Na Tactus, uma das maiores contabilidades digitais do país, a nossa área especializada em médicos faz essa conta todos os dias, com quem está saindo da residência e com quem já fatura alto.
Médico pode abrir empresa no Simples Nacional?
Sim, o médico pode abrir empresa no Simples Nacional.
A atividade médica está liberada nesse regime, e é o caminho que a maioria dos profissionais usa para sair da tributação pesada da pessoa física.
Quanto um médico paga de imposto no Simples Nacional?
Por padrão, o serviço médico cai no Anexo V do Simples Nacional, a tabela em que a alíquota começa em 15,5% sobre o faturamento.
Porém, existe uma forma de migrar para o Anexo III, onde a alíquota inicial é de 6%.
A condição que leva do Anexo V para o Anexo III é a relação entre a folha e o faturamento.
A regra compara quanto a empresa paga de salários e de retirada do sócio com o quanto ela fatura nos últimos doze meses.
Quando esse valor chega a pelo menos 28% do faturamento, a empresa passa a ser tributada pelo Anexo III. Essa regra dos 28% é o chamado Fator R.
A sua retirada mensal, o pró-labore (o salário do dono), entra nessa conta de folha.
Por isso dá para alcançar o Anexo III sem contratar ninguém, apenas calibrando o seu próprio pró-labore no nível certo.
É um ajuste que a contabilidade faz no planejamento, e costuma reduzir o imposto quase pela metade.
Quanto um médico economiza pagando a alíquota menor?
Vamos considerar um médico que fatura R$ 30 mil por mês, ou R$ 360 mil no ano.
Sem o ajuste do pró-labore, ele cai na tabela mais cara. A alíquota efetiva nessa faixa fica perto de 16,7%, o que dá cerca de R$ 5 mil de imposto por mês.
Com o pró-labore ajustado para o nível dos 28%, ele entra na tabela mais barata. A alíquota efetiva cai para perto de 8,6%, algo em torno de R$ 2.580 por mês.
A diferença passa de R$ 2.400 todo mês, perto de R$ 29 mil ao longo do ano.
O pró-labore mais alto carrega a contribuição do INSS junto, e mesmo descontando isso a conta continua fechando a favor de quem fez o ajuste.
Compensa mais o médico receber como pessoa física ou abrir empresa?
Para a maioria dos médicos que já tem um faturamento consistente, abrir empresa compensa mais do que receber como pessoa física.
Recebendo como pessoa física, o imposto de renda sobe conforme o seu ganho e chega na faixa de 27,5% sobre o faturamento total.
Pela empresa no Simples, mesmo na faixa inicial mais alta, a alíquota fica bem abaixo disso, e com o ajuste do pró-labore cai para perto de 8% no começo.
Quanto maior o seu faturamento, maior a distância entre os dois caminhos.
Existe um piso a partir do qual a empresa começa a fazer sentido.
Se você fatura a partir de R$ 10 mil por mês já tende a sair ganhando ao abrir CNPJ médico.
Abaixo disso, o cálculo precisa ser feito caso a caso, e é parte do diagnóstico que fazemos antes de qualquer abertura.
Médico recém-formado pode abrir empresa no Simples Nacional?
Sim, o médico recém-formado pode abrir empresa no Simples Nacional assim que tem o registro no Conselho Regional de Medicina (CRM).
Não existe tempo mínimo de formado para virar prestador de serviço por CNPJ.
Leia mais: Médico pode ser MEI?
Médico que trabalha em hospital de carteira assinada pode ter empresa no Simples ao mesmo tempo?
Sim, o médico com carteira assinada pode ter empresa no Simples Nacional ao mesmo tempo.
Você mantém o vínculo de carteira assinada com o hospital, com o salário e os direitos trabalhistas dessa relação, e usa o CNPJ para faturar o que ganha por fora, como plantões em outros lugares, consultório próprio e atendimentos por conta.
Cada renda é tributada na sua própria regra.
Plantão pago por PJ pode ser faturado pela empresa no Simples Nacional?
Sim, o plantão pago por PJ pode ser faturado pela sua empresa no Simples Nacional. É um dos usos mais comuns do CNPJ médico.
O hospital ou a cooperativa que contrata o plantão paga a sua empresa contra uma nota, e esse valor entra como faturamento da PJ, tributado pela tabela do Simples.
Para o médico que roda vários plantões por mês, é onde a economia mais impacta, porque é receita que, na pessoa física, seria comida pela faixa de 27,5%.
A partir de quanto de faturamento o Simples Nacional deixa de valer a pena para o médico?
O Simples Nacional começa a perder vantagem quando o faturamento do médico passa da casa dos R$ 30 mil a R$ 40 mil por mês de forma constante.
A partir daí, a alíquota progressiva do Simples sobe a ponto de outro regime, o Lucro Presumido, sair mais barato em muitos casos.
Essa virada de regime é uma conta que precisa ser refeita todo ano, conforme o faturamento cresce, e é o tipo de revisão que acompanhamos para o médico não pagar imposto a mais sem perceber.
Como a Tactus ajuda médicos a pagar menos imposto no Simples Nacional
A Tactus é uma das maiores contabilidades digitais do país e tem área especializada em médicos e profissionais da saúde, com um time que vive a rotina de quem fatura por consultório, clínica e plantão.
Aqui o seu atendimento é feito por pessoas que conhecem o seu caso, com a tecnologia trabalhando atrás para facilitar, não para te empurrar para um robô.
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