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Transformação de MEI para ME: como funciona

Jovem empresário sorrindo, mostrando que está passando para a etapa de transformação de MEI para ME

A transformação de MEI para ME normalmente acontece quando o negócio já não cabe mais no limite do microempreendedor individual. 

É nesse momento que surgem as principais dúvidas: quanto custa fazer a mudança, o que muda nas obrigações e qual é o jeito certo de conduzir o processo.

Na Tactus, já realizamos algumas centenas de vezes a migração de MEI para ME e vamos orientar você sobre como agir neste momento.

Quando é obrigatória a transformação de MEI para ME?

O MEI tem um limite de faturamento anual de R$ 81 mil

Se você passar desse valor ou perceber ao longo do ano que vai faturar mais do que isso, mesmo que seja por pouco, já precisa migrar.

Também é obrigatório migrar quando:

  • Você quer contratar mais de um funcionário.
  • Precisa ter sócios ou abrir filiais.
  • Exerce atividades que não são permitidas ao MEI.

Se você não fizer essa mudança, a própria Receita pode te desenquadrar automaticamente, cobrar multas e ainda exigir a diferença de impostos entre o que você pagou como MEI e o que deveria ter pago como empresa no Simples Nacional.

O que acontece se eu ultrapassar o limite do MEI e não mudar para ME?

Ignorar a transformação pode sair caro. 

A Receita pode desenquadrar sua empresa automaticamente e cobrar a diferença de impostos entre o que você pagou como MEI e o que deveria ter pago no Simples Nacional, além de aplicar multas e juros.

Imagine, por exemplo que você faturou como MEI R$ 100 mil em um ano

O limite é de R$ 81 mil, ou seja, ele ultrapassou em R$ 19 mil. 

Nesse cenário, a Receita vai exigir o recolhimento dos tributos devidos como microempresa sobre esses R$ 100 mil, e não só sobre o excedente. 

Além disso, ainda podem incidir multas e juros sobre a diferença.

Vale a pena migrar de MEI para ME antes de atingir o limite de faturamento?

Sim, em alguns casos vale a pena.

Muitos empreendedores fazem essa transição antes mesmo de serem obrigados, porque querem crescer com segurança.

Ao virar ME, você pode:

  • Aderir ao Simples Nacional, que permite faturar até R$ 4,8 milhões por ano;
  • Ter mais funcionários;
  • Incluir sócios;
  • Ter acesso a linhas de crédito maiores;
  • Dentre outros benefícios.

Quais são as diferenças entre MEI e ME?

Antes de tomar a decisão de transformar o seu MEI em ME, é fundamental entender o que realmente muda entre os modelos. 

Essa comparação não se resume apenas ao limite de faturamento, mas também a questões de impostos, obrigações e possibilidades de crescimento.

AspectoMEI (Microempreendedor Individual)ME (Microempresa)
Faturamento anualAté R$ 81 milAté R$ 360 mil como ME. Acima disso, vira EPP, mas continua no Simples até R$ 4,8 milhões
ImpostosGuia fixa em torno de R$ 80 a R$ 90 por mêsDAS proporcional ao faturamento (alíquotas de 4% a 15,5%)
ContabilidadeNão obrigatóriaObrigatória, com contador registrado no CRC
FuncionáriosMáximo 1 funcionárioNão há limite
Atividades permitidasRestrições (várias profissões não podem ser MEI)Quase todas as atividades, salvo exceções da lei
Notas fiscaisObrigatória só quando vende para pessoa jurídicaObrigatória em todas as vendas e prestações de serviço
Acesso a créditoLimitadoMaior acesso a linhas de crédito e financiamentos
Regime tributárioSimples Nacional (regime especial)Simples Nacional até R$ 4,8 milhões, Lucro Presumido ou Real
Obrigações acessóriasDeclaração anual simplificada (DASN-SIMEI)Declarações periódicas: DEFIS, PGDAS-D, EFD, entre outras
SociedadeNão pode ter sóciosPode ter sócios

Qual é o momento ideal para migrar de MEI para ME?

Se você está no fim do ano e já sabe que vai ultrapassar o limite, vale a pena planejar a migração para janeiro, aproveitando a virada do exercício fiscal. 

Assim, evita recolhimentos retroativos.

Mas se já ultrapassou o teto, não há muito o que pensar: é melhor migrar imediatamente.

Quanto mais tempo permanecer irregular, maior o risco de multas e juros que podem custar bem mais do que a própria transformação de MEI para ME.

Como transformar MEI em ME passo a passo?

O processo é simples, mas precisa ser feito corretamente.

E, certamente, você vai precisar de uma Contabilidade para conduzir este processo, que é o seguinte.

  1. Solicitar o desenquadramento no Portal do Simples Nacional.
  2. Preencher o DBE (Documento Básico de Entrada) no site da Receita Federal.
  3. Atualizar o registro da empresa na Junta Comercial, substituindo o CC-MEI por um contrato social.
  4. Pagar a taxa da Junta Comercial, que varia conforme o estado.
  5. Atualizar os dados da empresa na Prefeitura e obter o novo alvará de funcionamento.
  6. Solicitar a emissão de um certificado digital PJ, que passa a ser obrigatório.
  7. Comunicar a mudança à Receita Federal e ajustar o enquadramento no Simples Nacional.
  8. Regularizar eventuais licenças específicas exigidas pela atividade.
  9. Definir o pró-labore e iniciar o recolhimento do INSS dos sócios.
  10. Contratar uma contabilidade para dar andamento nas obrigações acessórias da ME.

Quais são os custos iniciais para migrar de MEI para ME?

O primeiro custo é a taxa da Junta Comercial. Já vimos valores de R$ 80 em São Paulo até R$ 600 no Rio de Janeiro, mas a média nacional gira entre R$ 200 e R$ 400.

Além disso, há os honorários da contabilidade para cuidar do processo, que podem variar de R$ 500 a R$ 1.500. 

Em alguns casos, escritórios oferecem esse processo com desconto, mas prendem o cliente em contratos de fidelidade. Não caia nessa.

Você ainda precisará arcar com os custos do certificado digital e de eventuais taxas da prefeitura da sua cidade.

Quais são os custos mensais de uma ME após a migração?

Depois da transformação, os custos fixos aumentam. Diferente do MEI, você precisa considerar:

  • Certificado digital PJ: cerca de R$ 180 por ano.
  • Contabilidade: em média a partir de R$ 400 por mês.
  • Taxas da prefeitura: variam entre R$ 200 e R$ 600 por ano, dependendo da cidade.
  • INSS dos sócios: a partir de R$ 166 mensais.
  • Guia de recolhimento de impostos: calculado sobre o faturamento, com alíquotas que começam em 4% (comércio), 4,5% (indústria) e 6% (serviços).

Um empreendedor que fatura R$ 15 mil por mês como prestador de serviços pagaria aproximadamente R$ 675 de impostos, além de contabilidade, certificado, INSS e taxas. 

Na soma, os custos mensais ficariam em torno de R$ 1.400,00. 

Preciso de contador para migrar de MEI para ME?

Sim. Enquanto no MEI você conseguia cuidar de tudo sozinho, a ME exige contabilidade registrada no CRC para cumprir obrigações acessórias e manter sua empresa regular.

Qual é o regime tributário depois da transformação de MEI para ME?

Ao transformar o MEI em ME, você não precisa mudar automaticamente para Lucro Presumido ou Lucro Real. 

O enquadramento padrão continua sendo o Simples Nacional, mas sem o tratamento simplificado do microempreendedor individual.

Na prática, o que muda é a forma de cálculo: a guia fixa do MEI deixa de existir e entra em cena o DAS proporcional ao faturamento, com alíquotas que variam de acordo com o setor da atividade. 

Para a maioria das pequenas empresas, continuar no Simples é o caminho mais vantajoso, pelo limite de até R$ 4,8 milhões anuais de faturamento.

Como planejar a migração de MEI para ME de forma inteligente?

Planejamento faz toda a diferença. Se você está perto do limite, avalie se vale a pena migrar já em janeiro para evitar surpresas fiscais. 

Converse com sua contabilidade sobre estratégias tributárias, porque em alguns casos é possível estruturar a empresa de forma a reduzir impostos logo após a transformação.

Entre em contato com a Tactus e solicite uma reunião de diagnóstico.

Mais dúvidas sobre transformação de MEI para ME

Veja as principais dúvidas dos nossos clientes quando chega o momento de migrar de MEI para ME:

Posso voltar a ser MEI depois de virar ME?

Não imediatamente. O retorno ao MEI só pode acontecer no ano seguinte, desde que você volte a cumprir todas as exigências: faturar até R$ 81 mil por ano, não ter mais de um funcionário, não ter sócios e atuar em atividades permitidas ao MEI.

Posso manter o mesmo CNPJ ao migrar de MEI para ME?

Sim. A transformação de MEI para ME não exige abrir um novo CNPJ, mas sim alterar o enquadramento e o contrato da empresa. Isso é importante porque mantém o histórico da empresa e evita que você precise começar tudo do zero em cadastros bancários, fornecedores ou clientes.

O que muda na emissão de notas fiscais depois da migração de MEI para ME?

Como ME, a emissão de notas fiscais passa a ser obrigatória em todas as vendas e prestações de serviço, inclusive para pessoas físicas. Essa é uma diferença grande em relação ao MEI, que só precisava emitir nota quando vendia para pessoas jurídicas.

O que é desenquadramento automático do MEI?

Acontece quando você ultrapassa o limite de faturamento ou exerce atividade não permitida e não comunica a Receita. Nesse caso, o sistema da Receita Federal faz o desenquadramento sem aviso prévio, aplicando multas e cobrando a diferença de tributos retroativos.

Como a Tactus ajuda você a migrar de MEI para Microempresa

Na Tactus, nós ajudamos centenas de clientes a saírem do MEI para Microempresa.

Nós ajudamos em todo o processo, para identificar se vale a pena já mudar para ME e como conduzir todo este processo de forma a pagar o mínimo imposto possível.

Além disso, depois da migração, temos um atendimento bem próximo dos nossos clientes e com um ótimo custo/benefício.

Quer migrar sua empresa de forma segura e econômica? Entre em contato com a Tactus e agende uma reunião de diagnóstico.

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Anderson Hernandes

Fundador e CEO da Tactus Contabilidade Digital, tendo 29 anos de experiência em negócios contábeis. É autor de 11 livros e mais de mil eventos realizados. Possui formação em contabilidade, marketing e gestão de negócios.

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